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O Neolítico nas Cíclades

-4300 a -3200
 
Deusa-mãe neolítica

Não foram encontrados, até o momento, vestígios de Neolítico acerâmico nas Cíclades, embora a presença da obsidiana[1] de Melos e da Anatólia nos instrumentos de pedra polida evidencie contatos entre Creta, a Sírio-Palestina e a Anatólia.

Há também evidências de relações com a Grécia Continental e talvez com o Egito.

Jarro de cerâmica, -4300/-3200

Navegadores primitivos circularam pelas Cíclades desde o Paleolítico em busca da obsidiana da ilha de Melos para as ferramentas de pedra. Apesar do trânsito intensivo, o povoamento efetivo das ilhas começou bem mais tarde, por volta de -4300.

Em Saliagos (-4300/-3700) e Kefala (Ceos, -3300/-3200) os agricultores produziam cerâmica decorada, construíam casas retangulares com vários aposentos (um deles com mais de 15 X 17 m) e esculpiam ídolos com formas femininas esquemáticas e avantajadas.

No cemitério ao sul da aldeia de Kefala, de proporções inauditas para os tempos neolíticos, já foram encontradas mais de 40 sepulturas. Os corpos estavam todos contraídos e somente algumas tumbas tinham presentes fúnebres, em geral vasos. Os adultos eram enterrados em túmulos individuais ou coletivos (jazigos familiares, provavelmente), com paredes e chão revestidos de pedra; as crianças eram simplesmente enterradas em grandes jarros.

Kefala apresenta nítidas conexões com a Grécia Continental, notadamente com a Ática e com a ilha de Egina. A forma em violino de algumas das estatuetas encontradas prenuncia, inegavelmente, o estilo artístico das famosas estatuetas cicládicas do período subsequente, o Bronze Antigo.

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