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Cleante / Hino a Zeus

 
Zeus

Uma parte significativa do hino a Zeus (gr. Εἰς Δία), apelido tradicional de um longo fragmento poético de Cleante de Assos, o sucessor de Zênon, chegou até nós através de Estobeu (fl. 450/500).

Diversos outros fragmentos, de menor importância, foram conservados por Diógenes Laércio (200/250), Écio (sæc. II) e Plutarco (45/125), entre outros.

A despeito do título, o Hino a Zeus não é uma prece tradicional, i.e., não invoca o pai dos deuses e dos homens em termos religiosos; trata-se, aparentemente, de uma prece à racionalidade (Algra, 2006).

Edições e traduções

As edições modernas mais importantes dos fragmentos de Cleante são a de Mohinke (1814), a de Mulach (1860) e a de Pearson (1891). A mais utilizada é, até hoje, a monumental edição de von Arnim (Stoichorum Vetorum Fragmenta, 1905).

Em Portugal, o hino foi traduzido em 1278 (?) e publicado pela Imprensa Régia; uma edição bilíngue saiu também no Jornal de Coimbra 3-8, em 1816; mas não consegui descobrir, ainda, o nome dos tradutores...

Em nossos dias, Maria Helena da Rocha Pereira efetuou uma excelente tradução para a Hélade (1998), da qual apresento, na Selecta, uma pequena passagem.

Referências

Keimpe Algra, Teologia estóica, in Brad Inwood (org.), Os Estóicos, trad. P.F.T. Ferreira e R. Fiker, São Paulo, Odysseus, 2006.

Créditos das ilustrações

i0278Zeus → Ver comentários.

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Artigo nº 0523
publicado em 29/02/2004.
Licença: CC BY-NC-ND 4.0
Como citar esta página:
RIBEIRO JR., W.A. Cleante / Hino a Zeus. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. URL: greciantiga.org/arquivo.asp?num=0523. Consulta: 25/06/2017.
 
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