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Aristófanes / Vespas

ΣΦΗΚΕΣ Vespae Ar. V. -422
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A comédia As Vespas (gr. ΣΦΗΚΕΣ), produzida pelo próprio Aristófanes e representada em Atenas pela primeira vez nas Leneias de -422, recebeu o segundo prêmio no concurso de comédias. Em primeiro lugar, ficou Prelúdio, de Filonides e, em terceiro, Embaixadores, de Lêucon.

A comédia é uma expressiva e cáustica crítica à organização do poder judiciário de Atenas e à corrupção e demagogia de que padecia o sistema na época[1] de Aristófanes.

Hipótese

Filocleon, ‘o que aprecia Cleon’, é um velho camponês viciado em julgamentos; Bdelicleon, ‘o que odeia Cleon’, filho de Filocleon, é um rapaz ajuizado que tenta fazer o pai perder a perigosa mania de julgar. Para tanto, prende o velho em casa, impedindo-o de sair, e procura convencê-lo a passar o tempo julgando problemas domésticos corriqueiros, como por exemplo o caso de um cão que roubou queijo da cozinha...

A parábase, muito interessante, faz uma reprimenda aos atenienses por não terem premiado anteriormente a comédia As Nuvens.

Dramatis personae

Personagens principais:

Filocleon idoso camponês ateniense Bdelicleon filho de Filocleon Sósia escravo de Filocleon Xântias escravo de Filocleon Coro heliastas (jurados-juízes) disfarçados de vespas

Coadjuvantes: o filho de um membro do coro, um cão, um convidado, uma padeira, um acusador.

Mise en Scène

Uma representação da casa de Filocleon dominava, certamente, o cenário. O teto deve ter sido elevado e firme, pois Filocleon, Sósia e Xântias atuam ali no início da peça. O disfarce do coro era notável e compreendia, aparententemente, um espeto que imitava o ferrão das vespas.

Resumo da comédia

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Manuscritos, edições e traduções

Principais edições modernas isoladas: Rogers (1915), MacDowell (1971), Sommerstein (1983), Mastromarco (1983), Paduano (1990).

Traduções para o português: A. Lobo Vilela (1983) e Junito S. Brandão (1987).

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