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A arte neoclássica

 
Leda e o Cisne

Depois da queda do Império Romano do Ocidente, os temas próprios ao mundo greco-romano deixaram de ser utilizados na Europa e, nos domínios do Império Bizantino, sua influência se tornou apenas pontual. Até o século XIV, mais ou menos, os estilos medievais Românico e Gótico predominaram em toda a Europa Ocidental.

Na Itália, porém, a existência de vestígios greco-romanos nunca deixou de exercer influência; arquitetos e escultores italianos sempre procuraram mostrar uma certa independência em relação ao estilo gótico dominante. A despeito da temática eminentemente sacra, por exemplo, as colunas de muitos edifícios e diversas figuras humanas esculpidas eram inspiradas em antigos modelos greco-romanos.

Durante os séculos XV e XVI, os italianos se entusiasmaram definitivamente pela Antiguidade Clássica, de quem se julgavam herdeiros diretos. Foi na Itália, durante o século XV — também conhecido por Quattrocento — que o estilo gótico perdeu força e teve início o Renascimento artístico do final da Idade Média.

Caracterizado pelo antropocentrismo e pela revalorização da cultura greco-romana, o Renascimento revolucionou não apenas a arte mas também as letras, as ciências e todos os modos de pensamento. É preciso assinalar, no entanto, que essa retomada do paganismo não abalou a influência do cristianismo na sociedade da época.

O Renascimento teve seu apogeu no século XVI e terminou no início do século XVIII, com o advento do Barroco e do Rococó; na segunda metade do século XVIII, porém, desenvolveu-se um movimento de reação ao Barroco com a retomada de temas clássicos, o Neoclassicismo. Influenciado fortemente pelas escavações de Pompeia e Herculano, esse novo Renascimento se baseou no uso de modelos e motivos característicos dos antigos gregos e romanos, mas sem descuidar de técnicas e conceitos estéticos já estabelecidos.

Do ponto de vista formal, o Neoclassicismo terminou no início do século XX. Das primeiras décadas do século XV até nossos dias, no entanto, a temática greco-romana nunca deixou de participar, em diferentes graus, de significativas obras artísticas no campo da Arquitetura, da Escultura e da Pintura.

É por essa razão que, nestas páginas, denomino os componentes greco-romanos de todos os movimentos artísticos posteriores a 1400 de neoclássicos, no sentido mais amplo possível.

Créditos das ilustrações

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Artigo nº 0456
publicado em 29/12/2002. Atualização: 20/10/2005.
Licença: CC BY-NC-ND 4.0
Como citar esta página:
RIBEIRO JR., W.A. A arte neoclássica. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. URL: greciantiga.org/arquivo.asp?num=0456. Consulta: 21/09/2017.
 
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