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Píndaro / Nemeias

 
Corrida a pé (estádio)

Dos onze poemas do Νεμεονικῶν, o livro das Odes Nemeias de Píndaro, apenas os oito primeiros podem ser considerados odes triunfais nemeias, isto é, que celebram vitórias nos Jogos Nemeus.

Esse festival, dedicado a Zeus, ocorria a cada dois anos em Nemeia, no Peloponeso, no segundo e no quarto ano após as Olimpíadas.

Odes sobreviventes

Chegaram até nós apenas onze odes nemeias e, com exceção da I Nemeia, todas as datas são conjeturais e muito aproximadas:

1. Para Crômio de Etna, vencedor da corrida de carros -476, 112 versos 2. Para Timodemo de Acarnes, vencedor do pancrácio (?), 40 versos 3. Para Aristocleides de Egina, vencedor do pancrácio -475 (?), 148 versos 4. Para Timasarco de Egina, lutador, vencedor da prova para meninos anterior a -470, 156 versos 5. Para Píteas de Egina, rapaz, lutador de pancrácio -489 (?), 99 versos 6. Para Alcimida de Egina, lutador, vencedor da prova para meninos -473/-463 (?), 111 versos 7. Para Sógenes de Egina, vencedor do pentatlo para meninos -467 (?), 155 versos 8. Para Dinis de Egina, vencedor do estádio após -467, 87 versos 9. Para Crômio de Etna, vencedor da corrida de carros -475/-471, 131 versos 10. Para Téeos de Argos, lutador (?), 170 versos 11. Para Aristágoras de Tênedo, prítane -446 (?), 64 versos
Os argumentos míticos

Os mais importantes mitos abordados por Píndaro nas Nemeias são: o das serpentes que Héracles matou quando criança (I); o de Peleu e Tétis e do jovem Aquiles (III); o de Télamon, filho de Éaco e pai dos heróis Ájax e Teucro, que ajudou Héracles em Troia (IV,V); o da descendência comum de deuses e homens a partir de Gaia (VI); o de Ilítia e o de Neoptólemo, filho de Aquiles (VII); o de Zeus e Egina (VIII); o dos Sete Contra Tebas (IX); o de Castor e Polideuces (X).

As nemeias II e XI não tratam de nenhum mito em especial.

As Pseudo-nemeias

As três últimas odes (IX, X, XI) são assim chamadas porque não celebram nenhuma vitória nas provas dos Jogos Nemeus.

A IX Nemeia trata de uma antiga vitória obtida nos Jogos Pítios de Sicíon, ao norte do Peloponeso; a X, de uma vitória em Argos; a XI, que não é nem mesmo uma ode triunfal, canta simplesmente a instalação de um colégio de prítanes (magistrados) em Tênedo, ilha situada na costa oeste da Ásia Menor.

Manuscritos, edições, traduções

As Nemeias, assim como as Píticas, não chegaram até nós através de um único manuscrito. Os mais importantes são o Vaticanus graecus 1312 (sæc. XII), da Biblioteca do Vaticano, o Laurentianus xxxii 52 (sæc. XIV), da Biblioteca Laurentiana de Florença, e o Parisinus graecus 2403 (sæc. XIII), da Biblioteca Nacional de Paris.

A editio princeps é a Aldina, de 1513. Dentre as diversas edições modernas, cito as de Puech (1923), Snell-Maehler (51997) e a de Race (1997), a mais acessível. Aqui foram utilizados os textos editados por Puech (1923) e Bruno Snell (1964).

A primeira tradução de uma ode nemeia em português parece ter sido a de Brandão dos Santos (1986/1987), disponível aqui e parcialmente reproduzida na Selecta. Rocha Pereira traduziu a mesma ode posteriormente, em 1990.

Créditos das ilustrações

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Artigo nº 0370
publicado em 04/03/2001.
Licença: CC BY-NC-ND 4.0
Como citar esta página:
RIBEIRO JR., W.A. Píndaro / Nemeias. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. URL: greciantiga.org/arquivo.asp?num=0370. Consulta: 24/04/2017.
 
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