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Introdução
A morte de Alexandre III em -323 assinala, tradicionalmente, o fim da
pólis como modelo de unidade política e o começo da difusão da cultura grega no
Oriente. Nem mesmo a meteórica expansão de Roma e a conquista das monarquias
helenísticas foi capaz de afetar, posteriormente, a predominância cultural do
helenismo em todo o Mediterrâneo Oriental.
Durante o conturbado Período Helenístico, o homem deixou de ser o componente mais
importante de uma comunidade restrita para se tornar um simples cidadão de vastos
impérios. A perda da importância política individual fez muitos se dedicarem cada vez
mais à busca da felicidade pessoal através da religião, da magia ou da Filosofia.
As principais escolas filosóficas[1] do Período
Helenístico foram o cinismo, o
ceticismo, o epicurismo e o estoicismo. Todas procuravam,
basicamente, estabelecer um conjunto de preceitos racionais para dirigir a vida de cada
um e, através da ausência do sofrimento, chegar à felicidade e ao
bem-estar.
Das antigas escolas filosóficas, a Academia envolveu-se durante algum tempo
com o ceticismo, e depois voltou ao caminho original, traçado por Platão; o
Liceu, fundado por Aristóteles, afastou-se cada vez mais da filosofia e da
erudição e se devotou, principalmente, à literatura.
Notas- Em filosofia, o termo "escola" se aplica a um determinado sistema de princípios filosóficos; seus membros ou seguidores adotam esses princípios ou maneiras de pensar / explicar o Universo. Como essas escolas são escolas de pensamento, nem sempre há um determinado edifício associado a elas. Exceções notáveis foram a Academia de Platão e o Liceu de Aristóteles.
ReferênciasConsulte a bibliografia geral da área. RIBEIRO JR., W.A. As escolas filosóficas helenísticas. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. Disponível em www.greciantiga.org/arquivo.asp?num=0341. Consulta: 07/09/2010. |