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Hipócrates / Do médico

Περὶ ἰητροῦ De medico[Hippoc.] Medic. -450 / -375
 
Caixa com escalpelos de ferro e ventosas
πρὸς δὲ ἰητρὸν οὐ μικρὰ συναλλάγματα τοῖσι νοσοῦσίν ἐστιν· καὶ γὰρ αὐτοὺς ὑποχειρίους ποιέουσι τοῖς ἰητροῖς.

Não é pequena a intimidade entre o médico e seus pacientes, que se colocam nas mãos de seus médicos.

O tratado hipocrático Περὶ ἰητροῦ, ‘Do Médico’, é pequeno e de estilo claro e didático, dirigido aparentemente a iniciantes. Conforme a tradição dos textos hipocráticos, o autor é desconhecido. O texto foi escrito provavelmente em algum momento da segunda metade do século -IV ou até no princípio do século -III, nas primeiras décadas do Período Helenístico.

Os parágrafos podem ser agrupados em dois temas, que dividem o tratado em duas partes. Na primeira parte, são apresentadas algumas características essenciais ao bom médico; na segunda, o autor ensina como devem ser utilizados vários recursos terapêuticos.

Resumo

O texto é curto e contém somente quatorze parágrafos. Na edição de Potter (1995), que serviu de base para este resumo, ele ocupa 8 páginas.

Descrição dos atributos físicos, hábitos e comportamento desejáveis do médico (I); características e equipamento do consultório médico (II-III).

Orientações para o uso de bandagens (IV), tipos e técnica das incisões cirúrgicas (V) e uso adequado dos instrumentos cirúrgicos (VI); ventosas e sua utilização adequada em cada tipo de lesão (VII); cuidados com as incisões próximas à veia[1] dos braços (VIII); rápida menção a outros instrumentos (IX).

Tipo, comportamento e modos de tratar abscessos e feridas (X-XI); uso dos cataplasmas (XII); referência a tratados para estudantes mais avançados (XIII); orientação para se adquirir experiência no tratamento de ferimentos de guerra e nova referência a outros tratados (XIV).

Coletâneas do Portal

Passagens selecionadas, com tradução:

Manuscritos, edições e traduções

Fontes mais importantes: os manuscritos Marcianus Venetus 269 (sæc. XI), da Biblioteca de São Marcos, em Veneza, e o Holkhamensis 282 (c. 1500), da biblioteca particular do Earl de Leicester, Inglaterra.

Edição princeps: a Aldina, de 1526. As edições modernas mais importantes são as de Littré (1839), Bensel (1922), Fleischer (1939) e Moisan (1993). As mais acessíveis são a de Jones (1923), utilizada aqui, e a de Potter (1995).

A primeira tradução para o português foi efetuada por mim e publicada em 2005.