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O mimo

 
Três atores cômicos

Poucos poetas deram atenção ao mimo, que veio a se desenvolver somente no Período Helenístico; Teócrito (-300/-260) e Herondas (fl. -246/-221) são, para nós, os autores mais conhecidos. A partir do século -II o gênero se popularizou também em Roma, onde era frequentemente apresentado com dança e música de flauta antes das peças de teatro.

Curta composição dramática em prosa ou verso, declamada ou encenada por um ou mais atores, o mimo representava em geral pequenas cenas da vida quotidiana. Originou-se provavelmente nas colônias gregas do sul da Itália, assim como a comédia e a farsa megarense.

Sófron[1], poeta que viveu em Siracusa (Sicília) durante a segunda metade do século -V, escreveu mimos em prosa e estabeleceu seu formato básico (Dezotti, 1993).

Após um intervalo de quase duzentos anos Teócrito, mais conhecido por sua poesia pastoral ou bucólica, compôs alguns mimos "pastorais" em versos hexâmetros. Já Herondas utilizou versos iâmbicos, anteriormente usados pelo poeta lírico Hipônax de Éfeso (c. -540) em seus cáusticos poemas satíricos.

Notas

  1. Diógenes Laércio (3.18) e Aristóteles (Po. 1447b.9) informam que Platão era grande admirador dos mimos de Sófron e teria tomado tais textos como modelo para a estruturação de seus diálogos. [M.C.C.D.]

Referências

Maria Celeste C. Dezotti, O mimo grego: uma apresentação, Itinerários, Araraquara, n. 6, p. 37-46, 1993.

Créditos das ilustrações

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Artigo nº 0134
publicado em 07/03/1999.
Licença: CC BY-NC-ND 4.0
Como citar esta página:
RIBEIRO JR., W.A. O mimo. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. URL: greciantiga.org/arquivo.asp?num=0134. Consulta: 24/08/2017.
 
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