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Enûma Eliš / Quando no alto...

ee Enûma Eliš Sæc. -XVIII / -XVI
 
Caracteres cuneiformes sumérios
texto especial
Primeiros versos do Enûma Eliš[1], a Epopeia da Criação mesopotâmica. O texto é anônimo e remonta aproximadamente à época de Hammurábi (c. -1728/–1686), sexto rei da primeira dinastia amorita da Babilônia (Bronze Médio).

A versão mais conhecida da epopeia se baseia nas tabuinhas com caracteres cuneiformes de Ashur, Kish e Sultantepe, datadas do século -VII e escritas em acadiano. O poema se estende por sete tabuinhas.

Reproduzo, aqui, as linhas 1-10 da primeira tabuinha. A tradução do acadiano para o inglês de Speiser (Eliade, 1995, p. 75) foi vertida para o português por Luiz L. Gomes:

Quando no alto o céu ainda não tinha nome, a terra firme abaixo não tinha sido chamada pelo nome, nada havia senão o primordial Apsu[2], o genitor deles, E Mummu[3]-Tiamat[4], ela que a todos pariu. Suas águas mesclando-se num só corpo; nenhuma choça fora ainda colmada, nenhum pantanal aparecera. Quando nenhum dos deuses fora ainda dado à existência, seus nomes não eram pronunciados, seus destinos indeterminados, foi então que os deuses foram formados dentro delas.